Palestra gratuita no 2º CONAPA

Reidratando a paisagem urbana com água de chuva é o tema da palestra online GRATUITA* que oferecerei no 2º CONAPA, Congresso Nacional de Paisagismo Online, que acontecerá de 04 a 08 de Setembro de 2017.

A palestra será transmitida pelo site do evento no dia 08/Set, às 10hs, seguida pela palestra do Josivan Benegate (iliminação no paisagismo) às 14hs, e pelo Raul Cânovas às 20hs.

Minha gratidão ao parceiro Caio Ferraz, diretor dos clássicos docs Entre Rios, e Volume Vivo, pela disposição em gravar, dirigir e editar todo o material, que ficará disponível posteriormente no novo site da Fluxus.

Agora, se você quer aprender na prática a reidratar a paisagem urbana e rural com Água de chuva, venha participar do curso “Criando Paisagens Produtivas com Água de Chuva“, que acontece agora, durante os dias 16 a 18/Junho no Espaço Almagestum, em Pedra Bela/SP.

No curso do ano passado construímos uma base para um lago de 400.000 litros que vamos reformar pontualmente durante o curso. Ainda assim, estimo que desde Novembro do ano passado mais de 1.500.000 de litros infiltraram na área do lago, elevando o nível do lençol freático em 70cm, praticamente dobrando nossa disponibilidade de água no poço.

Além desse, assumi um desafio de construir uma cisterna de 23.000 litros em terra ensacada (hiperadobe) e depois vitrificá-la através da exposição ao fogo, conforme os ensinamentos do Mestre Nader Khalili, inventor da técnica do Superadobe, e autor do livro “Ceramic Houses and Earth Architecture” – onde ele descreve os passos para a construção de casas cerâmicas, e que eu agora adaptei para este experimento. A cisterna será vitrificada antes do curso para que possamos avaliar e explorar o processo de aprendizagem.

Vamos trabalhar ainda no replantio de nosso jardim de chuva, e na conclusão de um novo telhado verde sobre o meu futuro escritório. Mas como parte do meu trabalho hoje é voltado para cidades, ainda vamos explorar soluções para áreas urbanas como os telhados azuis, canteiros drenantes, jardins de chuva em calçadas, pavimentos permeáveis, e outras brincadeiras.

 

Com minhas melhores saudações aquáticas,

Guilherme

(*) Todas as palestras do 2º CONAPA são gratuitas no momento da transmissão. O conjunto de palestras estará disponível para exibição, depois da transmissão, mediante o pagamento de um pacote, já disponível no site. Minha apresentação ficará disponível e aberta no site http://www.fluxus.eco.br, após a realização do congresso.

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Curso Criando Paisagens Produtivas com Água de Chuva – Junho/2017

“Água de Janeiro vale dinheiro” – ditado popular

No momento chove no Sudeste. Na verdade, chove há dias, e isso em pleno inverno, o período seco desta região que há pouquíssimo tempo vivia a maior crise de abastecimento hídrico de sua história,

No Distrito Federal, por sua vez, a crise de abastecimento se torna mais crítica:

Brasília entra em estado de emergência ambiental

http://www.metropoles.com/distrito-federal/seca-brasilia-entra-em-estado-de-emergencia-ambiental

Canteiro de obras para captação emergencial no Lago Paranoá começa a ser montado

https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2017/05/18/canteiro-de-obras-para-captacao-emergencial-de-agua-no-lago-paranoa-comeca-a-ser-montado/

Mesmo depois de intenso racionamento, os reservatórios que hoje abastecem o Distrito Federal possuem água para poucos meses de atendimento à população.

 

Esqueça os padrões habituais do clima, o novo normal são períodos de seca e chuva extremos que vem levando regiões de todo o mundo, depois de também passarem por situações extremas, a criar uma infraestrutura que acolha a água e recrie padrões integros para o ciclo hidrológico, numa abordagem também chamada de infraestrutura verde.

Parte fundamental desta baseia-se na criação de paisagens capazes de reter a Água, e impedir que ela simplesmente escoe. Para isso é preciso pensar como Água. Encontrar nichos onde ela possa ser acolhida, e passar a redesenhar todas novas edificações e espaços, no meio urbano, ou rural, de forma que sejam capazes de rete-la, criando Paisagens Produtivas com Água de Chuva.

Venha aprender a projetar e a construir paisagens vibrantes e resilientes usando telhados verdes e/ou azuis, cisternas, jardins de chuva, lagos, barraginhas, canais de infiltração, e mais!

CURSO: Criando Paisagens Produtivas com Água de chuva

LOCAL: Espaço Almagestum, Pedra Bela/SP

DATA: 16 a 18/Junho/2017

Mais informações: http://www.almagestum.pro.br/single-post/2016/12/03/CURSO-Criando-paisagens-produtivas-com-%C3%A1gua-de-chuva-com-Guilherme-Castagna—16-17-e-18Jun2017

 

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Espero ver muitos de vocês por lá!

Um grande abraço,

Guilherme Castagna

Criando paisagens produtivas com água de chuva

Se você enxerga abundância quando vê água de chuva, este curso é para você! Venha aprender a construir paisagens vibrantes usando um conjunto de elementos que recriam a dinâmica de abundância do ciclo hidrológico, na paisagem urbana ou rural. Jardins de chuva, cisternas, pavimentos permeáveis, canais de infiltração, lagos, telhados verdes e mais!

Um curso teórico-prático coordenado por Guilherme Castagna, engenheiro civil, permacultor e ativista, co-idealizador do movimento Cisterna Já e do PermaSampa, com atuação junto à Aliança pela Água. Oferece cursos de manejo integrado de água e de permacultura há mais de 10 anos. Projetou sistemas com capacidade de armazenamento de 200 a 6 milhões de litros, de comunidades em vulnerabilidade social a grandes empreendimentos e indústrias.

Quando: 26 e 27/Nov

Onde: Espaço Almagestum, Pedra Bela/SP

Mais informações:

 

Fique ligado ainda em outros dois eventos em que iremos participar neste mês:

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Conteudo da palestra no Seminario Nacional de Arquitetura Paisagistica

A apresentacao do Seminario ja esta disponivel para download na integra no link http://pt.slideshare.net/guicastagna/seminario-nacional-arquitetura-paisagistica-em-tempos-de-crise. Caso identifique a fonte de uma imagem nao referenciada, peco a gentileza de me informar para que eu ajuste os devidos creditos.

Tela apresentacao

A apresentacao esta disponivel em formato powerpoint com comentarios no corpo da apresentacao, faca bom uso! E use as imagens a vontade, sempre fazendo referencia as diversas fontes mencionadas.

Bons estudos!

 

Guilherme Castagna

Resultados do WORKSHOP de Aproveitamento de Água de chuva na Casinha

Queridos amigos e parceiros.

Para manter os amantes da água atualizados, assim como todos os outros interessados pela engenharia da água e permacultura, e suas novas formas de relação no dia-a-dia, seguem as imagens dos resultados do WORKSHOP de aproveitamento de água de chuva simplificado realizados no escritório compartilhado entre Fluxus, Livraria Tapioca.Net, EcoSapiens e Estúdio Varanda, durante os dias 22 e 26 de Abril de 2014, na Zona Oeste de São Paulo, SP. Idealizado para pessoas com ou sem experiência, independente de suas formações, teve como objetivo implantar um sistema simplificado de aproveitamento em pequena escala, mas que apresentasse todos os elementos de projeto, independente da escala do projeto a ser desenvolvido: filtro de folhas, descarte de primeira água, freio d’agua, ladrão, etc.

Abaixo algumas fotos do desenvolvimento do WORKSHOP.

 

Apresentação do Exercício em Grupo Pré-projeto

Apresentação do exercício em grupo e apresentação de pré-projeto

Discussão em grupos para montagem dos equipamentos necessários ao Sist. de AAC

Discussão em grupos para montagem dos equipamentos necessários ao sistema de Aproveitamento de Água de Chuva

Equipe da Cisterna trabalhando

Equipe trabalhando sobre uma cisterna de IBC

Esforço Coletivo para monstagem do Sistema de Descarte Inicial

Esforço Coletivo para monstagem do Sistema de Descarte Inicial

Apoiando a cisterna no seu devido lugar.

Apoiando a cisterna no seu devido lugar

Detalhe do filtro de folhas instalado.

Detalhe do filtro de folhas instalado

Sistema de descarte inicial

Sistema de descarte inicial

Equipe reunida após trabalho coletivo.

Equipe reunida após trabalho coletivo

Aula teórica

Aula teórica

Explicação das rotinas de operação e manutenção do sistema

Explicação das rotinas de operação e manutenção do sistema

Missão cumprida. Agora é aguardar as plantas se desenvolverem.

Missão cumprida. Agora é aguardar as plantas se desenvolverem

O sistema agora vai se integrar ao futuro telhado verde, que será objetivo de uma pesquisa para desenvolvimento de um trabalho de conclusão de curso (TCC), que irá avaliar a capacidade de retenção de água em telhados verdes de diferentes perfis de substrato, bem como a qualidade da água captada em cada módulo do telhado.

Agradeço à todos que estiveram presentes e puderam participar, assim como aqueles que de alguma forma auxiliaram no processo de construção e desenvolvimento do evento, que foi um Sucesso!

Fiquem atentos a notícias e agendas de eventos, divulgadas através do blog e facebook.

Interessou? Cadastre-se no blog e receba as informações postadas aqui.

 

Atenciosamente,

Leonardo Tannous e Equipe Fluxus

 

1º Simpósio Brasileiro sobre aplicação de Wetlands Construídos no tratamento de Águas Residuárias

Parte de nossa Equipe Técnica esteve presente no 1º Simpósio Brasileiro sobre aplicação de Wetlands Construídos no tratamento de Águas Residuárias, realizado entre os  dias 09 a 11 de Maio de 2013, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina -UFSC.

Cerimonial de Abertura - Apresentações Oficiais e Hino Nacional.

Cerimonial de Abertura – Apresentações Oficiais

salão

Hino Nacional

Um evento de grande importância para o Brasil, uma vez que muitas universidades e pesquisadores vêm desenvolvendo seus estudos e aprimorando tecnologias relacionadas aos sistemas biológicos de tratamento de águas residuárias, em especial, os Wetlands Construídos.

O que são Wetlands construídos?

Wetlands (ou brejos) construídos são bacias alagadas com nível d’agua variável, estruturada para potencializar o tratamento realizado em ambiente aquático, com a melhoria de diversos parâmetros de qualidade, incluindo a retenção pontual de nutrientes, de forma natural.

Existem três principais tipos de Wetlands em relação ao fluxo hidráulico:

Wetland Construído de Fluxo Vertical Descendente

Wetland Construído de Fluxo Vertical Descendente FONTE: Andrade 2002.

Wetland Construído de Fluxo Vertical Descendente
FONTE: Andrade 2002.

Wetland Construído de Fluxo Vertical Ascendente

Wetland Construído de Fluxo Vertical Ascendente

Wetland Construído de Fluxo Vertical Ascendente
FONTE: Caderno de Agroecologia das Terras Altas da Mantiqueira-MG 2010

Wetland Construído de Fluxo Horizontal

Esta categoria se sub-divide em filtro de fluxo Superficial (água aparente) e fluxo Sub-superficial (sem água aparente)

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Wetland Construído de Fluxo Horizontal Sub-superficial

As Wetlands de fluxo Horizontal Superficial carregam certo receio por parte dos projetistas, uma vez que a lâmina d´água fica aparente, podendo ser criatório de mosquitos causadores de doenças, como o mosquito causador da dengue (Aedes aegypti).

A Fluxus apresentou no Simpósio a aplicação do conceito de utilização de wetlands para melhoria da qualidade de águas pluviais, conforme utilizado no projeto do Estádio Nacional de Brasília “Mané Garrincha”, onde foi adotado sistema com plantas emergentes, fixas através de suas raízes à um substrato, e cujas folhas crescerão acima da superfície da lâmina d’água. 

Em cada uma das duas lâminas  do lago, há uma bomba solar que faz a recirculação da água entre o lago e a região de Wetland, favorecendo a oxigenação da água, e possibilitando a filtragem complementar da água pelo sistema de tratamento em Wetland de fluxo horizontal superficial, eliminando a formação de criatórios de mosquitos através da movimentação da água.

Wetland Construído Horizontal de Fluxo Superficial

Wetland Construído Horizontal de Fluxo Superficial

Enquanto a aplicação de wetlands no tratamento de águas residuárias (esgoto doméstico, efluentes de agroindústrias, lixiviado de aterros sanitários e outras aplicações similares) é realizada por sistemas plantados geralmente com suporte de material filtrante como pedra e areia, a dinâmica no tratamento de águas pluviais com vistas à redução da carga de poluição difusa pode ser feita sem o aporte destes materiais, reduzindo significativamente o custo, e o impacto ambiental (dispensando as operações de mineração de areia e pedra bem como toda a cadeia a ela associada), facilitando ainda a manutenção dos sistemas.

Poluição Difusa

É a poluição levada aos corpos d’agua pelo escoamento superficial de água a partir de áreas impermeáveis ou de baixa permeabilidade, como quintais, telhados, estacionamentos, e vias públicas, sendo dita difusa pois apresenta diversas origens de dificil identificação, podendo ser proveniente da emissão de escapamentos ou motores de veículos, de produtos químicos usados na limpeza e lavagem de pisos, óleos e graxas, bitucas de cigarro, resíduos sólidos, fezes de animais, e de fertifilizantes químicos, principalmente na área rural. Estudos recentes mostram que a carga de poluição difusa presente nos rios é maior do que aquele proveniente de ligações de esgoto (oficiais ou clandestinas), mostrando a importância da adoção de sistemas de melhoria de qualidade de águas pluviais no meio urbano, ou rural. Estes sistemas recebem o nome de “medidas compensatórias”, pois são dimensionados para compensar a criação de áreas impermeáveis com a redução da vazão de escoamento de pico, e com a melhoria da qualidade de água. Quando planejados num âmbito de maior escopo, são também chamados de infraestrutura verde.

Visita de Campo

No último dia do Evento foi realizada uma visita de campo a um dos sistemas implantados pela empresa Rotária do Brasil,  para o tratamento de esgoto de um condomínio residencial em um sistema de tratamento composto por reator anaeróbio compartimentado seguido de Wetland Construído de Fluxo Vertical Descendente. A desinfecção é feita através de pastilha dosadora de cloro e o efluente é devolvido ao corpo d´água local com qualidade atendendo os padrões exigidos pelo CONAMA

Grupo durante visita a campo.

Grupo durante visita a campo

Controle de Nível na saída do tratamento.

Controle de Nível na saída do tratamento

Somos gratos por ter conhecido novas pessoas e re-encontrado velhos amigos parceiros engajados pela causa do cuidado das nossas águas. Não importa onde estejamos, é nosso dever se responsabilizar de forma cuidadosa pelo tratamento de nossas águas servidas, devolvendo-as no mínimo tão limpas quanto a água que usamos. Fluxus está empenhada em aplicar tecnologias acessíveis e disponíveis, com baixíssimos gastos de operação e manutenção e com excelentes resultados de eficiência no tratamento das águas residuárias em projetos rurais e urbanos.

Além de purificar a água, as wetlands, uma vez implantadas passam a ser habitats para fauna local, belíssimos jardins, com potencial produção de fibras e biomassa, além de se tornar ambientes que acrescem umidade no entorno, favorecendo a regeneração dos ecossistemas.

Participantes do 1º Seminário de Wetlands Construidas (Brasil, Florianópolis/2013)

Participantes do 1º Seminário de Wetlands Construídas (Brasil, Florianópolis/2013)

Gestão integrada da água – matéria na revista Infraestrutura

Matéria escrita por Guilherme Castagna para a revista Infraestrutura (editora Pini), edição de Ago/2012, disponível no endereço:

http://www.infraestruturaurbana.com.br/solucoes-tecnicas/17/artigo263166-1.asp

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Gestão integrada da água

A descentralização e integração dos sistemas de manejo de água podem viabilizar o uso de tecnologias de baixo impacto, com custo reduzido e alta qualidade no tratamento

Em diversas áreas do conhecimento, cientistas se voltam à natureza como fonte de inspiração para resolução de problemas complexos, compreendendo que os seres e sistemas que estão a nossa volta são resultado de um longo processo de design, afinado em seus mínimos detalhes numa busca de regeneração, evolução e proliferação constante da vida. No que se refere à água, vale lembrar que num simples dia milhares de quilômetros cúbicos são reciclados e purificados utilizando energia gratuita do sol, sendo disponibilizados livremente para todas as formas de vida, tão pura quanto possível.

[Para criar sistemas de manejo de água que envolvam o abastecimento, tratamento de águas residuárias e drenagem de maneira integrada, é fundamental incorporar dois conceitos básicos: descentralização e integração]

Em contraste a essas referências, observamos a realidade da maioria das cidades brasileiras, em que predomina um modelo inadequado, em que o aumento de concentração demográfica e das atividades humanas gera um ciclo vicioso de contaminação dos recursos hídricos locais, e por consequência a busca de volumes cada vez maiores de fontes cada vez mais escassas e distantes, gerando um cenário de crescente escassez.

Para criar sistemas de manejo de água que envolvam o abastecimento, tratamento de águas residuárias e drenagem, pautados nos princípios de funcionamento dos sistemas naturais, é fundamental incorporar dois conceitos básicos: descentralização e integração. Tomemos a dinâmica da água em bacias hidrográficas como ponto de partida. Imagine a ampla rede de nascentes, córregos, riachos e rios formadores de uma determinada bacia, e pense nela como um sistema de abastecimento de água.

Além de trabalhar por gravidade, o comprometimento em termos qualitativos ou quantitativos de uma das “n” ramificações (descentralização) não interfere significativamente na qualidade e no volume total do rio principal (integração), o que confere ao sistema segurança, flexibilidade e resiliência, aspectos fundamentais em sistemas públicos de abastecimento de água.

O princípio de descentralização também pode ser aplicado aos sistemas de tratamento de esgoto, que atendendo núcleos reduzidos podem recorrer a tecnologias de baixo impacto, trabalhando por gravidade (na medida do possível), com custo inferior, e resultados qualitativos muito superiores a sistemas centralizados de grande porte, que também podem contribuir para o abastecimento de consumo não potável local, fortalecendo a integração entre os sistemas. Uma referência prática são as centenas de estações de tratamento de efluentes distribuídas em Berlin.

Os topos de morro são áreas fundamentais para a recarga dos lençóis freáticos, por meio da lenta liberação de água retida na cobertura vegetal e nos interstícios do solo, reduzindo ao mínimo o escoamento superficial de água, colaborando para a manutenção do fluxo de água dos rios e córregos e mantendo desta forma a qualidade e a disponibilidade de água do já referido sistema de abastecimento.

Infraestrutura verde é o nome dado ao conceito que incorpora o planejamento e construção de estruturas de drenagem sustentável que lidam de forma análoga ao sistema natural, retendo água pluvial localmente (descentralização) e potencializando a melhora da qualidade da água para o abastecimento local para fins não potáveis, ou mesmo para o abastecimento de corpos d’água (integração). O desafio de incorporar estes princípios em sistemas já construídos é complexo, mas o resultado compensa o esforço da transição.

Guilherme Castagna engenheiro civil, designer ecológico e coordenador de projetos da Fluxus Design Ecológico.